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Bio Santos

Festa litúrgica: 12 de outubro

 

Padroeira: do Brasil, das grávidas e recém-nascidos, dos rios e mares, do ouro, do mel, da beleza, dos rodeios, dos peões e dos vaqueiros.

 

História:

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, também conhecida como Nossa Senhora Aparecida, é representada por uma estátua de terracota de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Atualmente, essa imagem se encontra na Catedral Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada em Aparecida, São Paulo.

Segundo os registros, a imagem apareceu na segunda metade de outubro de 1717, em Porto do Iguaçu, arredores de Guaratinguetá. Devido à comemoração inesperada da visita do governante da capitania, os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso navegaram o Rio Paraíba do Sul em busca de peixes para a festa. Depois de diversas tentativas infrutíferas, lançaram suas redes em Porto do Iguaçu e, ao recolhê-las, encontraram o corpo de uma santa. Ao fazê-lo novamente, acharam a cabeça. A partir desse momento, a imagem se tornou muito pesada, e os peixes foram tantos, que os três tiveram que voltar para o porto para não afundarem seus barcos, o que é tido como seu primeiro milagre.

Por quinze anos, a imagem ficou na residência de Filipe Pedroso que, aos poucos, não conseguiu mais comportar os fieis. Durante esse período, a devoção cresceu e houve relatos de diversos milagres, tanto que, em 1745, a primeira capela oficial, construída no morro dos Coqueiros para abrigar a estátua, foi aberta para visitação pública.

A crença nos poderes de Nossa Senhora se espalhou pelos quatro cantos do país e até mesmo Dom Pedro II, antes de se tornar imperador do Brasil, visitou sua capela. Cem anos depois, a construção da Basílica Velha foi iniciada e, em 8 de dezembro de 1888, concluída. A pedra fundamental da Basílica Nova foi lançada em 1946 e foi consagrada por João Paulo II em 1980.

A coroa de ouro, cravejada de rubis e diamantes, e o manto azul, bordado em ouro e pedrarias, símbolo de sua realeza, foram ofertados pela princesa Isabel, em 1888, como pagamento de uma promessa feita vinte anos antes.

Nossa Senhora Aparecida recebeu o título de Padroeira do Brasil, em 1904, quando passou a usar a coroa e o manto doados pela princesa; de Rainha do Brasil, em 1930; e de Generalíssima do Exército Brasileiro, em 1967. Para comemorar a devoção, o Santuário recebeu a condecoração papal chamada Rosa de Ouro em 1967, 2007 e 2017. Em 2004, ano do centenário da coroação, promoveu-se um concurso de design para a confecção de uma nova coroa, que foi confeccionada em ouro e pedras preciosas, que é a que se encontra atualmente na imagem.

Sua simbologia é a mesma da Nossa Senhora da Imaculada Conceição, ou seja, a lua sob seus pés significa que a luz de Maria vem de Jesus e leva a ele. Como Nossa Senhora foi concebida sem pecado, ela brilha, como a lua, refletindo a luz de seu filho, que é o sol que ilumina a escuridão, que é a humanidade e seus pecados. A serpente esmagada sob seus pés se refere à vitória sobre o demônio; as nuvens e os anjos demonstram que ela está no céu, onde é rainha, daí o manto e a coroa, que é adornada com uma cruz para demonstrar que tudo advém de seu filho; e suas mãos cruzadas sobre o coração nos dizem que toda oração também deve envolver emoção, ou seja, o coração.

 

Oração:

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, refúgio e consolação dos aflitos e atribulados, Virgem Santíssima, cheia de poder e de bondade, lançai sobre nós um olhar favorável, para que sejamos socorridos por vós, em todas as necessidades em que nos acharmos. Lembrai-vos, ó clementíssima Mãe Aparecida, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm a vós recorrido, invocado vosso santíssimo nome e implorado vossa singular proteção, fosse por vós abandonado.

Animados com esta confiança, a vós recorremos. Tomamo-nos de hoje para sempre por nossa Mãe, nossa protetora, consolação e guia, esperança e luz na hora da morte.
Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Santíssimo Filho, Jesus. Preservai-nos de todos os perigos da alma e do corpo; dirigi-nos em todos os negócios espirituais e temporais.
Livrai-nos da tentação do demônio, para que, trilhando o caminho da virtude, possamos um dia ver-vos e amar-vos na eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Festa litúrgica: 8 de dezembro

Padroeira: de Portugal, de todos os povos falantes de língua portuguesa, da Espanha, dos Estados Unidos da América e de Guarapari.

História: A proclamação do dogma de Nossa Senhora da Imaculada Conceição aconteceu em 1854, pelo papa Pio IX, mas ele já estava presente na fé cristã desde seus primórdios. Segundo ele, Maria, cuja missão era ser mãe de Jesus, foi preservada do pecado original e do pecado pessoal desde o início de sua existência. Maria, como mãe de Jesus, é o arquétipo da maternidade e, por consequência, a mãe da humanidade. Nas imagens, a lua sob seus pés significa que a luz de Maria vem de Jesus e leva a ele. Como Nossa Senhora foi concebida sem pecado, ela brilha, como a lua, refletindo a luz de seu filho, que é o sol que ilumina a escuridão, que é a humanidade e seus pecados. A serpente esmagada sob seus pés se refere à vitória sobre o demônio; as nuvens e os anjos demonstram que ela está no céu, onde é rainha, daí o manto e a coroa, que é adornada com uma cruz para demonstrar que tudo advém de seu filho; e suas mãos cruzadas sobre o coração nos dizem que toda oração também deve envolver emoção, ou seja, o coração.

Oração: Ó Deus, que preparastes uma digna habitação para o vosso Filho pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preservando-a de todo o pecado em previsão dos méritos de Cristo, concedei-nos chegar até vós, purificados também de toda a culpa, por sua materna intercessão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Festa litúrgica: 27 de novembro

Padroeira: dos pobres e dos que sofrem.

História: Nossa Senhora apareceu para Catarina Labouré que, mais tarde, foi canonizada. As aparições aconteceram em 1830, na França, quando Catarina ainda era uma noviça das Filhas da Caridade. No total, foram três e, na última, Nossa Senhora, após apresentar-lhe diversas visões, pediu-lhe para que, baseada naquelas imagens, Catarina mandasse cunhar uma medalha para que as pessoas que a carregassem, com confiança e fervor, pudessem alcançar inúmeras graças.

Na frente, a medalha traz uma jaculatória ou, em outras palavras, uma oração poderosa e muito curta, que diz: “ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós”. Além disso, Nossa Senhora aparece sobre um globo, que simboliza o mundo e cada pessoa; pisa em uma serpente, que indica o demônio sendo vencido; e tem vários raios grossos e finos saindo de suas mãos, que se referem, respectivamente, às dádivas pedidas e àquelas que seus devotos se esquecem de pedir. Na parte de trás, há doze estrelas, que são os doze apóstolos, ou seja, os pilares da Igreja, a letra M entrelaçada à cruz, que demonstra que Jesus é superior a Maria, mas que, ainda assim, eles são inseparáveis, e os Sagrados Corações de Jesus e de Maria, à esquerda e à direita respectivamente, ambos em chamas, para mostrar seu amor pela humanidade. Depois de vários contratempos, as medalhas começaram a ser distribuídas na França, em 1832, e foram responsáveis por curas e conversões. Esse mesmo simbolismo é utilizado na estátua de Nossa Senhora das Graças, exceto por alguns detalhes, que não são reproduzíveis devido às limitações dos materiais utilizados.

Oração: Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, do poder ilimitado que vos deu o vosso Divino Filho sobre o seu coração adorável. Cheio de confiança na vossa intercessão, venho implorar o vosso auxílio. Tendes, em vossas mãos, a fonte de todas as graças que brotam do coração amantíssimo de Jesus Cristo; abri-a em meu favor, concedendo-me a graça que ardentemente vos peço. Não quero ser o único por vós rejeitado, sois minha Mãe, sois a soberana do coração de vosso Divino Filho.

Sim, ó Virgem Santa, não esqueçais as tristezas dessa terra; lançai um olhar de vontade aos que estão no sofrimento, aos que não cessam de provar o cálice das amarguras da vida. Tende piedade dos que se amam e que estão separados pela discórdia, pela doença, pelo cárcere, exílio ou morte. Tende piedade dos que choram, dos que suplicam, e dai a todos o conforto, a esperança e a paz! Atendei, pois, à minha humilde súplica e alcançai-me as graças que agora fervorosamente vos peço por intermédio de vossa santa Medalha Milagrosa! Amém.

Festa litúrgica: 12 de dezembro

Padroeira: da América Latina, do México, das Filipinas, da Província de Cebu, do Treinamento de Liderança Cristã e das crianças que ainda não nasceram.

História: Em 1531, Nossa Senhora apareceu para Juan Diego, um indígena convertido e que foi canonizado em 2002, na colina de Tepeyac. Durante a visão, ela pediu que ele fosse até o bispo e que intercedesse pela construção de um santuário no local. O bispo, cauteloso, pediu a Juan algum sinal que confirmasse o pedido. Em uma nova aparição, Juan Diego confessou a desconfiança do bispo, e Nossa Senhora pediu que ele subisse a colina e pegasse flores, um pedido muito curioso, pois era inverno, época em que as plantas não floresciam. Chegando lá, Juan encontrou muitas rosas de Castilla, que guardou em seu manto, chamado tilma, e entregou ao bispo que, ao abri-lo, foi surpreendido não só pelas flores, mas também por uma imagem da Virgem, que ficou conhecida como Nossa Senhora de Guadalupe. Nela, Nossa Senhora é retratada como uma mulher de pele mestiça, que veste uma túnica rosa e um manto cerúleo enfeitado com estrelas de oito pontas, rodeada por raios solares. Seus pés se apoiam em uma lua crescente escurecida, uma representação das forças do mal, e é carregada por um anjo querubim.

Oração: Ó Deus, que nos destes a santa Virgem Maria para amparar-nos como mãe solícita, concedei aos povos da América Latina, que hoje se alegram com sua proteção, crescer constantemente na fé e alcançar o desejado progresso no caminho da justiça e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Festa litúrgica: 15 de agosto

Padroeira: dos necessitados e dos desesperados.

História: O título Nossa Senhora Desatadora de Nós é um dos muitos recebidos pela Virgem Maria e surgiu na Alemanha, por volta de 1700, quando o pároco da capela de St. Peter encomendou uma pintura de Nossa Senhora. Johann Schmittdner, o artista contratado, era um devoto fervoroso e utilizou todo o seu conhecimento das escrituras e de textos teológicos para desenvolver uma imagem cheia de simbolismo. Nela, o manto azul de Nossa Senhora representa sua virgindade e o céu; a túnica vermelha é a sua maternidade; o Espírito Santo sobre ela demonstra que é cheia de graça e que só consegue desatar nós por obra dele; as doze estrelas são os doze apóstolos; os anjos comprovam que está no céu; a fita é um símbolo da vida das pessoas que chegam até ela, ou seja, os nós representam a vida em pecado e a fita lisa é a vida junto a Deus; os olhos dela estão voltados para baixo para reafirmar que se preocupa com cada um de seus filhos e com seus problemas; o anjo que entrega os nós a Virgem Maria é um símbolo da oração; a lua abaixo de seus pés é o tempo e indica que ela atende aos pedidos quando apropriado para Deus; e a serpente esmagada é o demônio. Na parte inferior da pintura, o cachorro significa a providência divina; o anjo mostra para o homem a igreja, que fica em um lugar mais alto e é um paralelo com a elevação que desejamos quando procuramos Deus por meio da oração, que é o meio pelo qual Nossa Senhora recebe nossos nós.

Em pouco tempo, a fé no poder da Nossa Senhora Desatadora dos Nós se espalhou de Augsburg para o resto do mundo e conquista mais devotos a cada dia. A pintura permanece no mesmo altar até hoje e, desde o primeiro dia em que foi exposta, Nossa Senhora Desatadora dos Nós tem ajudado seus fieis alcançarem as graças pedidas, trazendo felicidade, tranquilidade, realização e todos os sentimentos advindos de uma vida sem nós e obstáculos.

Oração: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Santa Maria Mãe de Deus, Virgem cheia de graça, vós sois a nossa desatadora dos nós.

Com as vossas mãos cheias do amor de Deus, vós desatais os obstáculos de nosso caminho, como nós que se desfazem e se tornam uma fita reta do amor do Pai.
Desatai, Virgem e Mãe, Santa e admirável, todos os nós que criamos por vontade própria e todos os nós que impedem o nosso caminho.
Lançai vossos olhos de luz sobre eles, para que todos os nós se desatem e, para que, cheios de gratidão, possamos, por vossas mãos, solucionar aquilo que nos parece impossível.
Amém.

Festa litúrgica: 2 de agosto

História: Nossa Senhora dos Anjos é uma das inúmeras designações da Virgem Maria e refere-se à santa de devoção de São Francisco de Assis. Diz a história que a primeira capela no terreno da atual Igreja de Nossa Senhora dos Anjos foi erguida, em 352, por quatro peregrinos que voltavam de Jerusalém trazendo uma relíquia de Nossa Senhora. Segundo a lenda, anjos desciam dos céus nas vésperas de diversas solenidades.

A partir da morte de São Francisco de Assis, os frades construíram diversas edificações ao redor da capela inicial para abrigar os peregrinos que vinham em busca do Perdão de Assis, uma indulgência recebida durante uma visão, ocorrida em 1216, na qual São Francisco viu Jesus e a Virgem Maria, confirmada pelo Papa Honório III e estendida a toda Igreja Católica pelo Papa Pio XII.

Em 1569, devido ao grande afluxo de peregrinos, iniciou-se a construção da Basílica de Nossa Senhora dos Anjos, que foi erguida em volta da primeira capela e terminada em 1679. Um terremoto causou grandes danos à igreja em 1832, mas a original e a cúpula permaneceram intactas e fazem parte da versão atual, concluída em 1840.

Oração: Ó Nossa Senhora dos Anjos, na pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco recebeu as vossas bênçãos generosas juntamente com sua Ordem. Ele depositara na vossa presença materna uma grande confiança e devoção, sendo atendido em seus pedidos. Continuai a dispensar os vossos favores sobre nós e sobre nossas necessidades particulares. Nós vos suplicamos, dai-nos a graça da penitência dos pecados, a correção de nossas más inclinações e fortalecimento nos momentos de fraqueza. Quantos recusam a salvação e preferem caminhar nas trevas do erro! Tudo é possível para aquele que crer, para aquele que se arrepender! Vós, ó Mãe, manifestastes a São Francisco o grande desejo de reconciliar os pecadores com Jesus, que se entregou em uma cruz para nos salvar. Rogai por nós, agora e na hora de nossa morte. Por isso, com todos os anjos do céu, vos saudamos: Ave Maria.

Nossa Senhora dos Anjos, rogai por nós!

Festa litúrgica: 18 de dezembro

Padroeira: das mulheres que desejam engravidar e ter um bom parto.

História: A denominação Nossa Senhora do Ó surgiu em Toledo, na Espanha, quando Santo Ildefonso determinou que a festa da Anunciação de Nossa Senhora e Encarnação do Verbo passasse a se chamar Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria. Na véspera da data, eram entoadas antífonas maiores, ou seja, melodias curtas, que se iniciavam com a interjeição “oh”, de onde se origina o nome da santa. A imagem sempre aparece nos últimos dias de gravidez, com a mão esquerda espalmada sobre a barriga. A direita, no entanto, pode ser representada de diversas formas.

Oração: Doce Virgem Maria, cujo coração foi por Deus preparado para morada do Verbo feito carne, pelas inefáveis alegrias da expectação de vosso santíssimo parto, ensinai-nos as disposições perfeitas de uma íntegra pureza no corpo e na alma, de uma humildade profunda no espírito e no coração, de um ardente e sincero desejo de união com Deus, para que o meigo fruto de vossas benditas entranhas, venha a nascer misericordiosamente em nossos corações, a eles trazendo a abundância dos dons divinos, para redenção dos nossos pecados, santificação de nossa vida e obtenção de nossa coroa no Paraíso, em vossa companhia. Assim seja. Amém.

Festa litúrgica: 9 de fevereiro

Padroeira: dos dentistas e dos que sofrem dos dentes.

História: Apolônia, que viveu por volta do ano 249 e foi canonizada no ano 300, era filha de um rico magistrado de Alexandria. Quando capturada pelo Imperador Décio, como com todos os cristãos, foi obrigada a renunciar à sua fé e a adorar os deuses romanos, mas ela se negou a fazê-lo. Sua recusa foi vista como uma ofensa e, por causa disso, ela passou a ser torturada em praça pública, onde teve seus dentes quebrados e, posteriormente, também os ossos de sua face. Sua sentença final foi a morte na fogueira. Por preferir morrer a negar sua fé, ela própria se jogou na fogueira, mas foi protegida por Deus e saiu ilesa. Ao verem o que havia acontecido, ela recebeu diversos golpes de espada e foi executada por decapitação. Seus dentes foram distribuídos a vários mosteiros, incluindo o da cidade de Florença, na Itália, que ainda tem um deles e parte de sua mandíbula.
Na imagem, seu manto se refere ao seu martírio; a túnica verde é a vitória sobre a morte; a palma em sua mão direita é uma representação da vitória eterna dos mártires; e o alicate é uma lembrança da tortura que sofreu e um símbolo de sua proteção.

Oração: Ó bom Deus, rogamos que a intercessão da gloriosa mártir de Alexandria, Santa Apolônia, nos livre de todas as enfermidades do rosto e da boca. Lembrai-vos principalmente das criaturas inocentes e indefesas. Afastai, se possível, a amargura das dores de dente. Iluminai, fortificai e protegei os cirurgiões-dentistas para que sempre se dediquem ao próximo com o amor que de vós emana, e nos seja dado usufruir de vosso reino. Santa Apolônia, intercedei a Deus por nós. Amém.

Festa litúrgica: 11 de agosto

Padroeira: da televisão.

História: Santa Clara de Assis, fundadora do ramo feminino da Ordem Franciscana, também chamado de Ordem das Clarissas, ou Damas Pobres, nasceu em 16 de julho de 1193, faleceu em 11 de agosto de 1253 e foi canonizada em 23 de agosto de 1255. Apesar de ter nascido em uma família muito rica, abandonou tudo aos dezoito anos para ir à Porciúncula e encontrar São Francisco de Assis, que cortou seus cabelos como sinal da aceitação do voto de pobreza característico dos franciscanos. Santa Clara fez muitos milagres em vida, incluindo a expulsão dos muçulmanos que haviam invadido Assis. Acometida por uma doença muito séria nos anos finais de sua vida e, por isso, incapaz de ir às missas na Igreja de São Francisco, Santa Clara conseguiu, em 1253, assistir à celebração em seu quarto no convento, o que lhe garantiu o título de Padroeira da Televisão, concedido por Pio XII em 14 de fevereiro de 1958.
Na imagem, o ostensório simboliza a expulsão dos muçulmanos por meio de sua fé; seu hábito é o mesmo das Clarissas e representa a pobreza e o desapego; seu véu é sua renúncia ao mundo e sua entrega a Deus; as rosas são a presença de Jesus; a auréola é sua santidade; e o pano azul em suas mãos simboliza o céu.

Oração: Ó Deus, que na vossa misericórdia atraístes Santa Clara ao amor da pobreza, concedei, por sua intercessão, que, seguindo o Cristo com um coração de pobre, vos contemplemos um dia em vosso Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém.

Festa litúrgica: 16 de outubro

Padroeira: da Alemanha, dos pobres, dos endividados e das famílias.

História: Santa Edviges, ou Edwiges, nasceu em 1174, faleceu em 15 de outubro de 1243 e foi canonizada em 1267. Nascida em uma família nobre, casou-se, aos doze anos, com um príncipe da Silésia, um principado da Polônia medieval. Durante sua vida, sempre foi profundamente religiosa e dedicada à caridade. Como um sinal de sua fé, restringia sua alimentação ao mínimo e jejuava várias vezes por semana, um hábito que lhe acarretou uma grave enfermidade e só foi interrompido por meio da intervenção do bispo de Módena. Com a ajuda do marido, construiu diversos hospitais, conventos, igrejas, escolas e mosteiros, daí a representação da Santa segurando uma igreja entre as mãos, e, depois de viúva, continuou sua obra no mosteiro de Trzebnica, período no qual dispunha da maior parte de sua renda para ajudar mulheres e crianças abandonadas e para quitar as dívidas dos cidadãos que estavam cumprindo penas por não conseguirem pagar seus débitos, o que possibilitava que se reunissem com suas famílias.
Em sua imagem, seu hábito é a devoção a Deus; a coroa sobre suas mãos indica sua origem nobre e seu casamento, por meio do qual se tornou uma princesa que dispôs de sua fortuna para ajudar aos pobres; o livro é sua formação religiosa, que foi passada à sua família e a muitos outros; e a igreja que ela segura é uma tradução de suas obras, pois utilizou sua fortuna para construir e reformar diversos mosteiros, igrejas e conventos na Europa.

Oração: Santa Edwiges, socorrei-nos em nossas necessidades. Por amor a Jesus Crucificado, fazei vossas, minhas aflições e minhas angústias, apressai-vos em socorrer-me. Santa Edwiges, por vossa santa vida, por vossa santa morte, fazei vossas, minhas aflições e minhas angústias, apressai-vos em socorrer-me. Amém.

Festa litúrgica: 22 de maio

Padroeira: das causas impossíveis, dos doentes, das viúvas, das mães e esposas que sofrem violência dos maridos e dos sertões.

História: Santa Rita de Cássia nasceu em 1381, morreu em 22 de maio de 1457 e foi canonizada em 24 de maio de 1900. Desde criança, sempre quis viver a serviço de Deus. Casou-se com um homem violento, mas conseguiu convertê-lo por meio de suas orações e de seu empenho. Apesar disso, a reputação de seu marido ainda sobrevivia, o que acabou causando seu assassinato. Os dois filhos do casal juraram vingança, mas morreram de uma doença grave antes que pudessem fazê-lo. No leito de morte, perdoaram os assassinos, o que interrompeu um círculo vicioso de violência. Sozinha, Santa Rita tenta entrar para o convento das irmãs Agostinianas, mas elas só aceitavam mulheres solteiras. Uma noite, Santa Rita foi agraciada com a visão de Santo Agostinho, São Nicolau e São João Batista, que pediram que ela os seguisse pela cidade. Em um dado momento, Rita sentiu um leve empurrão e caiu em êxtase. Quando voltou a si, encontrava-se dentro do mosteiro, cujas portas estavam trancadas. Ao verem a cena, as freiras a aceitaram e lá ela viveu por quarenta anos, principalmente cuidando de irmãs doentes e aconselhando pecadores. Durante sua vida, Santa Rita realizou diversos milagres. Carregou, por catorze anos, o estigma da coroa de Cristo na testa. No dia de sua morte, uma freira viu a alma de Rita subir aos céus escoltada por anjos, os sinos da igreja tocaram sozinhos, um perfume suave se espalhou pelo mosteiro e uma luz, que se parecia com o sol, brilhou em seu quarto. Seu corpo, venerado no santuário de Cascia, permanece incorrupto até hoje.
Em sua imagem, o hábito simboliza sua vida religiosa; o crucifixo é seu amor por Jesus; a coroa de espinhos se refere à sua meditação sobre Cristo, durante a qual recebeu uma de suas chagas; o sinal em sua testa corresponde ao estigma que recebeu e ao compartilhamento do sofrimento de Jesus; e as rosas são um símbolo da roseira que ela plantou no convento e que continua a florir no inverno até hoje.

Oração: Ó poderosa Santa Rita, chamada Santa dos Impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliar na hora extrema, refúgio na dor e salvação para os que se acham nos abismos do pecado e do desespero, com toda a confiança no vosso celeste patrocínio, a vós recorro no difícil e imprevisto caso que dolorosamente me aflige o coração.

Dizei-me, Santa Rita, não me quereis auxiliar e consolar? Afastareis vosso olhar piedoso do meu pobre coração angustiado? Vós bem sabeis, conheceis o martírio do coração. Pelos sofrimentos atrozes que padecestes, pelas lágrimas amargosíssimas que santamente chorastes, vinde em meu auxílio! Falai, rogai, intercedei por mim que não ouso fazê-lo ao Coração de Deus, Pai de misericórdia e fonte de toda a consolação, e obtende-me a graça que desejo. (Menciona-se a graça desejada). Apresentada por vós, que sois tão cara ao Senhor, a minha prece será aceita e atendida certamente; valer-me-ei desse favor para melhorar a minha vida e os meus hábitos, e para exaltar na terra e no céu as misericórdias divinas.
Amém.”

Festa litúrgica: 24 e 25 de maio

Padroeira: dos ciganos, dos ofendidos, dos desamparados, dos desesperados, dos exilados, das mulheres que querem engravidar e do bom parto.

História: Não há muitos registros oficiais sobre a vida de Santa Sara Kali, mas a tradição diz que ela ajudou no parto de Jesus e também que era serva de uma das três Marias que acompanharam a Via Dolorosa e a crucificação e morte de Jesus. Foi canonizada em 1712. Além disso, diz-se que, por volta do ano 48, Santa Sara, juntamente com Maria Madalena, Maria Jacobina, Maria Salomé e mais alguns outros cristãos, foi colocada em um barco, que foi deixado à deriva no Mar Mediterrâneo. Apesar de não ter velas ou remos, o barco, devido ao fervor das orações de todos os passageiros, especialmente as de Santa Sara, chegou à França, mais especificamente a Sante Maries de La Mer, onde estão depositadas suas relíquias sagradas e para onde os ciganos se dirigem durante seus dias. Durante a viagem, Santa Sara também prometeu que, se todos chegassem a salvo, que ela usaria um lenço para cobrir seus cabelos até sua morte, o que deu origem à tradição de deixar lenços aos pés da santa. Kali, em sânscrito, quer dizer negra e se refere à cor de sua pele.

Oração: Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Santa Sara, protetora dos ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo, proteja-nos e ilumine nossas caminhadas. Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da Lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos. Santa Sara, ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Santa Sara, ajude os necessitados; dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos. Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar, neste momento. Santa Sara, dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do povo cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus. Santa Sara, rogai por nós. Amém.

Festa litúrgica: 15 de outubro

Padroeira: das pessoas com doenças que afligem o coração, o sangue e o cérebro, das bordadeiras, do xadrez, de quem precisa da graça divina, dos religiosos, dos professores, das pessoas ridicularizadas por sua piedade e da Espanha.]

História: Teresa de Ávila, também conhecida como Santa Teresa de Jesus, nasceu em 28 de março de 1515, morreu em 5 de outubro de 1582 e foi canonizada em 12 de março de 1622. Teve participação ativa durante a Contra Reforma e foi cofundadora da Ordem dos Carmelitas Descalços. Durante sua vida, foi profundamente devota, produziu diversos escritos teológicos, pelos quais recebeu o título de Doutora da Igreja, e teve visões divinas, incluindo uma em que um serafim transpassou seu coração repetidamente com uma lança de fogo, data comemorada pela Ordem Carmelita em 27 de agosto, na festa da Transverberação do Coração de Santa Teresa. Em seus esforços para reformar a Ordem Carmelita, saiu em viagem e criou e reformou mosteiros para que seus membros pudessem recuperar o fervor de outrora. As mudanças que implantou incluíram a clausura estrita e o silêncio quase absoluto, além do abandono do uso de calçados e a proibição do consumo de carne.

Oração: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Festa litúrgica: 1 de outubro

Padroeira: dos missionários católicos, da França, da Rússia, das floristas e dos jardineiros e intercede contra perda dos pais e pelos doentes de tuberculose e de AIDS.

História: Santa Teresinha, também conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, dois epítetos que recebeu ao se ordenar, nasceu em 2 de janeiro de 1873, faleceu em 30 de setembro de 1897 e foi canonizada em 17 de março de 1925. Encarava a vida espiritual como simples e prática e cria que a santidade e o amor de Deus não requeriam feitos grandes ou heroicos. É uma das mais populares santas modernas, especialmente pelo impacto de “A História de Uma Alma”, um conjunto de textos autobiográficos publicados um ano após sua morte.
Teresa recebeu uma educação rígida e muito religiosa, que incluía missas diárias, jejuns e orações. Sempre muito apegada à vida familiar e religiosa, brincava de ser freira junto com uma prima. Profundamente afetada pela morte da mãe e pela falta que sentia das irmãs e da prima, que haviam entrado para o convento, Teresa finalmente encontra sua vocação em 1888, quando se torna uma postulante carmelita, e em 1890, quando fez seus votos. Sua vida se baseou na devoção a Deus e na simplicidade até que sua saúde entrou em rápido declínio e, em 1897, morreu de tuberculose, aos 24 anos.
Em sua imagem, seu véu e seu hábito são os símbolos de seu voto de pobreza e de sua devoção; as rosas representam a chuva de pétalas que ela prometeu às suas irmãs; e a cruz corresponde o amor que tinha pela Paixão de Cristo e seu próprio sofrimento.

Oração: Santa das Rosas, trilhastes a Pequena Via da humildade e da submissão à vontade de Deus. Ensinai-nos, ó Santa Mestra, Doutora da Igreja, o caminho da santidade que nasce da escuta da Palavra de Deus, da realização de coisas simples e sem importância aos olhos do mundo. Nós vos pedimos que continueis a cumprir vossa promessa de fazer chover rosas de graças e bênçãos sobre o mundo. Ansiamos por rosas, muitas rosas do vosso jardim. Reparti conosco as graças que recebeis de Deus Pai. Intercedei por nós junto a Ele. Por vossas preces, venha o Senhor em socorro de nossas necessidades. (Pedir neste momento a graça desejada) Velai, ó Flor do Carmelo, por nossas famílias: que em nossos lares haja paz, compreensão e diálogo. Velai por nossa pátria, para que tenhamos governantes íntegros, afinados com os anseios do povo sofrido. Velai por nós, para que o espírito missionário impregne todas as nossas ações. Santa Terezinha, rogai por nós. Amém.”

Festa litúrgica: 13 de junho

Padroeiro: secundário de Portugal e principal de Lisboa e de Pádua, entre outras, além de padroeiro dos amputados, dos animais, dos estéreis, dos barqueiros, dos idosos, das grávidas, dos pescadores, dos agricultores, dos viajantes e dos marinheiros, dos cavalos e dos burros, dos pobres e dos oprimidos e intercede pelas pessoas que desejam encontrar coisas perdidas, conceber filhos, evitar naufrágios e conseguir casamento.

História: Santo António de Lisboa, também conhecido como Santo António de Pádua, nasceu em 15 de agosto de 1195, morreu em 13 de junho de 1231 e foi canonizado em 30 de maio de 1232. Iniciou seus estudos no Mosteiro de Vicente de Fora, como noviço, mas transferiu-se para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra para se aperfeiçoar sem distrações mundanas, porque era muito visitado por parentes e amigos. Saiu em peregrinação para converter os mouros em Marrocos e, em 1221, encontrou-se com São Francisco de Assis. Como era muito erudito, dedicou-se à pregação e envolveu-se em questões políticas para o auxílio dos necessitados. Morreu jovem, de hidropisia, e seu corpo encontra sepultado, desde 1263, na Basílica de Santo Antônio de Pádua. Há muitos relatos de milagres durante sua vida, mas, no Brasil, ele é mais conhecido como o santo casamenteiro. Como os sermões de Santo Antônio nada dizem a respeito do casamento, a explicação de sua fama se baseia nas anedotas que foram sendo espalhadas por seus devotos ao longo dos séculos, como a da moça que passou a rezar fervorosamente para que o santo lhe arrumasse um marido. Sua fé era imensa, mas o tempo se passou e nada aconteceu. Um dia, tomada de desgosto, resolveu jogar Santo Antônio pela janela e, ao fazê-lo, acertou a cabeça de um rapaz que passava e que acabou lhe pedindo em casamento. Segundo a tradição, os devotos de Santo Antônio normalmente o castigam para conseguir alguma graça, seja escondendo o Menino Jesus, pendurando-o de cabeça para baixo ou qualquer outra recomendação contida das simpatias.
Na imagem, o hábito indica que o santo era da Ordem Franciscana e sua consagração a Deus; o livro em suas mãos representa o Evangelho e seu conhecimento das escrituras; o menino Jesus em seu colo é a intimidade e a devoção que ele tinha por Cristo, que era anunciado em suas pregações e sermões; o lírio corresponde à castidade, à pureza e ao verão, época em que ele morreu; a tonsura, ou seja, a forma como seu cabelo está cortado, é uma indicação de seu voto de castidade; o pão é um símbolo de seu trabalho com os pobres; o terço, além de ser parte do hábito de sua ordem, também demonstra sua devoção a Virgem Maria; e o cordão ao redor de sua cintura, que também é parte do hábito de sua ordem, e é usado para se referir aos votos de castidade, obediência e pobreza.

Oração: “Meu grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faz que eu seja realista, confiante, digna(a) e alegre. Que eu encontre um(a) namorado(a) que me agrade, seja trabalhador, virtuoso e responsável. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as disposições de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social. Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas. Que todos os namorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé. Assim seja”

Festa litúrgica: 5 de outubro

Padroeiro: dos negros, dos cozinheiros e dos africanos.

História: São Benedito, o Negro, também conhecido como São Benedito, o Mouro, São Benedito, o Africano, e São Benedito de Palermo, nasceu em 31 de março de 1524, morreu em 4 de abril de 1589 e foi canonizado em 24 de maio de 1807. Desde jovem, Benedito já sabia de sua vocação e havia decidido se dedicar a Deus. Aos 21 anos, entrou para a Ordem de São Francisco de Assis, onde fez votos de castidade, obediência e pobreza. Depois de 17 anos, foi transferido para o Convento dos Capuchinhos, onde ocuparia o cargo de cozinheiro. Sempre efetuou suas tarefas com muita alegria e fervor, tanto que os documentos teológicos dizem que alguns de seus milagres aconteceram em sua cozinha. Algum tempo depois, apesar de analfabeto e leigo, ou seja, não havia feito votos, foi eleito Superior do Mosteiro por sua santidade e sabedoria. Depois desse período, voltou às funções de cozinheiro até sua morte. Seu corpo, incorrupto, foi transferido para uma urna de cristal na Igreja de Santa Maria, em Palermo, Itália, onde permanece até hoje.
No Brasil, a devoção por ele se espalhou rapidamente durante a época da escravidão, pois São Benedito tinha origens africanas. Hoje em dia, continua sendo um dos santos mais populares no país.
Em sua imagem, a tonsura, ou corte de cabelo, significa sua castidade; o hábito marrom é uma indicação da sua dedicação à Ordem dos Franciscanos e de sua humildade e simplicidade; o menino Jesus se refere às suas experiências místicas, em que era visto com o menino no colo, e à presença de Deus em sua vida; e o terço simboliza sua devoção a Nossa Senhora.

Oração: Glorioso São Benedito, grande confessor da fé, com toda a confiança venho implorar a vossa valiosa proteção. Vós, a quem Deus enriqueceu com os dons celestes, impetrai-me as graças que ardentemente desejo, para maior gloria de Deus. Confortai o meu coração nos desalentos.

Fortificai a minha vontade para cumprir bem os meus deveres. Vinde orientar-me nas horas decisivas da vida. Dai-me confiança nos desânimos e sofrimentos. Sede o meu companheiro nas horas de solidão e desconforto.
Assisti-me e guiai-me na vida e na hora da minha morte, para que eu possa bendizer a Deus neste mundo e gozá-lo na eternidade com Jesus Cristo, a quem tanto amastes.
Amém.

Festa litúrgica: 4 de outubro

Padroeiro: dos animais e do meio ambiente.

História: São Francisco de Assis nasceu em 1181 ou 1182, morreu em 3 de outubro de 1126 e foi canonizado em 16 de julho de 1228. São Francisco, após uma juventude desregrada e liberal, voltou-se ao serviço de Deus e fez voto de pobreza, doando as roupas do próprio corpo, renunciando à herança e saindo, nu, para se dedicar aos pobres e aos doentes, especialmente aos leprosos. Antes que entrasse em qualquer ordem, teve diversos problemas com seu pai, que não admitia que o filho doasse o dinheiro que lhe dava ou se desfizesse dos bens da família para ajudar os mais necessitados ou as causas que São Francisco achava justas, como a reconstrução da Igreja de São Damião, onde teve sua primeira visão de Jesus. Mais tarde, fundou a Ordem dos Franciscanos, também conhecida como Ordem Mendicante dos Frades Menores. Ao contrário dos outros religiosos do seu tempo, que pregavam em seus mosteiros, São Francisco levava a palavra de Deus até aos fieis e falava que a Criação era boa e maravilhosa, o que contradizia os ideais da época, e simbolizava a volta à inocência de Adão e Eva antes da queda. Saiu em diversas missões de evangelização e fez muitas peregrinações. Além disso, dedicou-se aos pobres e amou todas as criaturas. Dois anos antes de sua morte, recebeu os estigmas de um serafim que o visitou durante uma oração. Foi tido como um dos maiores santos do Cristianismo durante sua vida, algo que permanece até os dias de hoje. No momento de sua morte, os estigmas desapareceram de seu corpo e um bando de pássaros pousou no telhado e cantou. Seu corpo repousa na basílica de Assis desde 1230.
Em sua imagem, o hábito marrom simboliza a Ordem dos Franciscanos, fundada por ele, e sua consagração a Deus; o cordão em sua cintura faz parte do hábito e se refere aos votos de obediência, pobreza e castidade; as feridas são os estigmas de Cristo que recebeu em vida; o terço corresponde à sua devoção a Virgem Maria; a Bíblia em suas mãos corresponde à sua sabedoria, que advém da Palavra de Deus; a cruz indica seu sofrimento durante a vida e a vitória sobre a morte; e os pássaros são seu amor por toda a Criação.

Oração: Senhor fazei de mim um instrumento de Tua paz (4x)
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Senhor fazei de mim um instrumento de Tua paz (4x)

Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz
Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado
Compreender, que ser compreendido
Amar, que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna

Festa litúrgica: 19 de março, Solenidade de São José, e 1 de maio, Festa de São José Operário

Padroeiro: da Igreja Católica, da Bélgica, do Canadá, dos pais biológicos e adotivos, das famílias, dos trabalhadores, do Estado do Ceará e das capitais Palmas e Macapá.

História: São José, também conhecido como José de Nazaré, José, o Carpinteiro e São José Operário, foi esposo de Maria e pai adotivo de Jesus e é considerado o padroeiro universal das igrejas católica, ortodoxa, ortodoxa oriental, luterana e anglicana. Segundo o Evangelho, José era um carpinteiro e descendia de Davi. A maioria das informações que temos sobre a vida e morte de São José se encontra em comentários teológicos, homilias ou textos apócrifos, pois os oficiais pouco o citam. No geral, ele é apresentado como justo, piedoso e amoroso, sendo responsável pelo bem-estar de Jesus e Maria por toda a sua vida, inclusive por meio das visões que recebia em seus sonhos, que possibilitavam que levassem sua família para lugares seguros, a fim de garantir sua sobrevivência.
Em sua imagem, o manto marrom representa sua humildade e simplicidade; sua túnica pode vir em diversas cores: a roxa se refere à penitência e à fé, a azul, ao céu e a branca, à pureza de seu coração; o lírio corresponde à sua vitória sobre o pecado e a morte; seus olhos baixos simbolizam sua condição de pai de Jesus na Terra; o menino Jesus em seu colo é uma indicação da paternidade; a túnica branca do menino Jesus representa sua pureza e os detalhes dourados, sua origem divina; o globo na mão de Jesus é uma representação de que o mundo está em suas mãos; e a mão direita de Cristo, que abençoa, é uma indicação de que ele zela pela humanidade.

Oração: Ó glorioso São José, digno de ser amado, invocado e venerado com especialidade entre todos os santos, pelo primor de vossas virtudes, eminência de vossa glória e poder de vossa intercessão, perante a Santíssima Trindade, perante Jesus Vosso Filho adotivo, e perante Maria, Vossa Santíssima Esposa, minha Mãe terníssima, tomo-vos hoje por meu advogado junto de ambos, por meu protetor e pai, proponho firmemente nunca esquecer-me de Vós, honrar-Vos todos os dias que Deus me conceder e, fazer quanto em mim estiver para inspirar vossa devoção aos que estão sob o meu encargo. Dignai-vos vo-lo peço ó pai do meu coração, conceder-me a vossa especial proteção e admitir-me entre os vossos mais fervorosos servos. Em todas as minhas ações assisti-me, junto de Jesus e Maria favorecei-me, e na hora da morte não me falteis, por piedade. Amém”.

Festa litúrgica: 28 de outubro

Padroeiro: das causas desesperadas ou perdidas, da Armênia, dos hospitais, de São Petersburgo, da Flórida e do Clube de Regatas do Flamengo do Rio de Janeiro.

História: São Judas Tadeu, ou São Judas Apóstolo, nasceu no século I e morreu em 28 de outubro de 70. Por ter sido um dos doze apóstolos de Jesus, geralmente é representado com chamas em volta de sua cabeça, que simbolizam o recebimento do Espírito Santo durante o Pentecostes, e com uma lança ou um machado. São Judas era primo de Jesus e escreveu a Epístola de Judas, na qual se preocupava em expor falsos relatos e falsos profetas. São Judas foi martirizado e executado na Pérsia, juntamente com São Simão, por causa de suas pregações, que converteram dezenas de milhares pessoas. Seu corpo repousa no Vaticano, na Basílica de São Pedro.
Em sua imagem, o manto vermelho indica seu suplício; a lança e o machado foram os instrumentos utilizados em seu martírio; a túnica verde representa a vitória sobre a morte; o livro em suas mãos corresponde à sua missão como apóstolo e seu livro no Novo Testamento; e o medalhão indica sua fé inabalável em Jesus.

Oração:

São Judas Tadeu, apóstolo escolhido por Cristo, eu vos saúdo e louvo pela fidelidade e amor com que cumpristes vossa missão.
Chamado e enviado por Jesus, sois uma das doze colunas que sustentam a verdadeira Igreja, fundada por Cristo.
Inúmeras pessoas, imitando vosso exemplo e auxiliadas por vossa oração, encontram o caminho para o Pai, abrem o coração aos irmãos se descobrem forças para vencer o pecado e superar todo o mal. Quero imitar-vos, comprometendo-me com Cristo e com sua Igreja, por uma decidida conversão a Deus e ao próximo, especialmente o mais pobre.
E, assim convertido, assumirei a missão de viver e anunciar o Evangelho, como membro ativo de minha comunidade.
Espero, então, alcançar de Deus a graça que imploro confiando na vossa poderosa intercessão.
São Judas Tadeu, rogai por nós!
Amém

Festa litúrgica: 15 de março

Padroeiro: dos esquecidos.

História: São Longuinho, ou Longino, nasceu e morreu no século I, na Capadócia, e foi canonizado em 999. Não existem muitos relatos sobre sua vida e julga-se que ele foi o legionário romano que perfurou o corpo de Jesus com a lança. Conta-se que São Longuinho, antes de servir em Israel, estava alocado na corte romana e comparecia a diversas festas. Por ter baixa estatura, conseguia enxergar o que acontecia por baixo das mesas e, ao encontrar objetos perdidos, sempre os devolvia a seus donos. Convertido, São Longuinho se tornou monge e saiu em missão de evangelização, que depois foi interrompida por sua prisão, martírio e morte, que se deu a mando de Pôncio Pilatos. A cidade de Viena, Áustria, abriga uma relíquia que é tida como a Lança do Destino. No Brasil, São Longuinho é reverenciado por achar objetos perdidos. Para tal, repete-se: São Longuinho, São Longuinho, se eu achar (nome do objeto perdido), dou três pulinhos. Quando o objeto é encontrado, a pessoa deve cumprir a promessa e dar os três pulinhos.
Em sua imagem, sua túnica simboliza a humildade e uma vestimenta para viagens mais longas; o alforje representa sua passagem de torturador a pregador; a lanterna corresponde à sua habilidade de encontrar objetos perdidos; o cajado indica a fé que o ajudou em sua jornada; e sua lança é a mesma que utilizou para perfurar o corpo de Jesus Cristo.

Oração: 

Ó glorioso São Longuinho, a vós suplicamos, cheios de confiança em vossa intercessão. Sentimo-nos atraídos a vós por uma especial devoção, sabemos que nossas súplicas serão ouvidas por Deus nosso Pai, se vós tão amado por Ele, nos fizer representar. Lembrai-vos São Longuinho, prodigiosamente tocado pela graça de Jesus agonizante, em sua última hora, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que recorrem a vossa proteção, fosse por vós desamparado. Assim, dignai-vos interpor em meu favor, vossa valiosa intercessão perante Deus, para que me conceda viver e morrer como verdadeiro cristão, e me auxilie a encontrar o objeto que tanto necessito. Amém. Dizer o nome do objeto que procura e rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria.

Festa litúrgica: 18 de outubro

Padroeiro: dos artistas, dos pintores, dos médicos e dos cirurgiões.

História: São Lucas, o Evangelista, nasceu em Antioquia, na Síria, e morreu em 84, na Grécia. Foi o autor do Evangelho de São Lucas e dos Atos dos Apóstolos e conviveu com os doze apóstolos de Jesus. Era médico, mas alguns textos dizem que também era pintor, sendo responsável pelas imagens da Virgem Maria, de Pedro e de Paulo. Sabe-se muito pouco sobre sua vida, e alguns teóricos afirmam que ele estava entre os setenta discípulos que Jesus enviou para evangelizar o mundo. São Lucas acompanhou as viagens missionárias de São Paulo e permaneceu ao seu lado até sua morte. Como acontecido com tantos outros discípulos, São Lucas também foi martirizado e morreu devido às suas pregações e às inúmeras conversões.
Em sua imagem, a túnica branca se refere à sua santidade; o manto vermelho representa seu martírio; a pena e o livro correspondem aos seus escritos no Novo Testamento; e o boi, algumas vezes aparecendo com asas, é o sacrifício de Cristo.

Oração:

Ó São Lucas, glorioso Apóstolo e evangelista,
eu te saúdo pelo Coração de Jesus;
e pela alegria e doçura que o teu coração sentiu
ao ensinar, do Divino Mestre,
o Pai Nosso aos Apóstolos.
Alcançai-me a graça
de seguir com fidelidade Jesus,
pelo seu caminho,
com a sua verdade a favor da vida.
Ó meu bom São Lucas,
médico, que com as tuas santas mãos,
invocando o nome de Deus,
curaste tantos enfermos de tão graves doenças,
rogai ao bom Jesus
que me livre das enfermidades do corpo e do espírito,
se for do agrado de Deus.
E para maior glória
por toda a eternidade.

Festa litúrgica: 25 de abril

Padroeiro: dos tabeliães, escrivães, vidraceiros e ópticos.

História: São Marcos ainda era um rapaz quando Jesus morreu e ressuscitou. Segundo as escrituras, era discípulo de São Pedro, por quem foi batizado. Sua casa era o local onde os cristãos de Jerusalém se encontravam e foi ali que Jesus celebrou a Última Ceia e instituiu a Eucaristia. Além disso, foi onde, no dia de Pentecostes, a Virgem Maria e os discípulos receberam o Espírito Santo. Mais tarde, foi para Roma, onde escreveu seu Evangelho. Ele é simbolizado pelo leão e passou muitos anos de sua vida em missões de evangelização pelo mundo antigo. Segundo a tradição, São Marcos foi martirizado entre os anos 68 e 72, no Egito. Nesse episódio, os pagãos, enraivecidos por suas iniciativas de conversão dos alexandrinos, amarraram uma corda em seu pescoço e o arrastaram pelas ruas. Como resposta, os cristãos resgataram seu corpo e o sepultaram em um lugar seguro. Séculos depois, foi levado para Veneza, cidade da qual é padroeiro, e depositado na Catedral de São Marcos.

Oração:

Deus Eterno e Todo Poderoso, nós vos pedimos as bênçãos e graças necessárias, para a nossa Salvação, pela intercessão poderosíssima do evangelista São Marcos. Tudo isto vos pedimos Pai Celeste, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, na Unidade do Espírito Santo. Amém. São Marcos, rogai por nós.

Festa litúrgica: 21 de setembro

Padroeiro: dos profissionais que lidam com dinheiro, como contadores, auditores fiscais e banqueiros, de Salerno e da Itália.

História: São Mateus, também conhecido como Mateus Evangelista ou Mateus Apóstolo, nasceu na Galileia e morreu aproximadamente em 72, em Hierápolis ou na Etiópia. Foi o autor do Evangelho de Mateus e um dos doze Apóstolos. Além disso, alguns teólogos atribuem a ele a autoria do Evangelho dos Hebreus. Segundo a Bíblia, São Mateus era coletor de impostos e, muitas vezes, também é identificado como Levi, filho de Alfeu. Como discípulo, testemunhou a Ressurreição e a Ascensão de Jesus. Após a morte de Cristo, pregou, em hebraico, para a comunidade judaica e, após quinze anos, partiu da Judeia para evangelizar em outros lugares, incluindo a Macedônia, a Pérsia e a Etiópia, onde foi apedrejado, decapitado e queimado por defender Santa Ifigênia, segundo uma das tantas versões. Seus restos mortais foram encontrados em 1080 e sepultados na cidade italiana de Salerno, onde permanecem.
Em sua imagem, a túnica azul representa a pureza de seu coração e a glória celestial; o manto roxo corresponde à fé, à confiança, à paciência, à penitência e ao jejum; a pena em sua mão corresponde à sua missão como evangelizador e apóstolo; a folha de carvalho é o símbolo da perseverança dos cristãos durante a perseguição romana; e o anjo aos seus pés indica sua preocupação em representar Cristo com uma natureza humana, a revelação de que São Mateus está no céu e a proteção que os anjos ofereceram à missão apostólica de São Mateus.

Oração: 

Ó Deus, que na vossa inesgotável misericórdia escolhestes o publicano Mateus para torná-lo Apóstolo, dai-nos, por sua oração e exemplo, a graça de vos seguir e permanecer sempre convosco. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.